Dalamon Costta – Série Lei & Vingança

A festa seguia naturalmente, foi quando a vi e o meu mundo desmoronou. Usando um belo vestido na cor azul-marinho de costas nuas, tímida perto do balcão de bebidas. Sem pensar duas vezes fui até ela, ofereci-lhe um sorriso e ela devolveu-o de forma envergonhada.

Os seus olhos cintilavam de forma curiosa pelo salão e em seguida cruzam com os meus me deixando estático. Um azul tão intenso que chegou a desmoronar qualquer barreira “antipaixão” que eu havia criado. Os mesmos olhos, desde minha infância aos dez anos sonho com esses olhos. Azuis tão claros quanto poderia imaginar existir.

Sem que percebesse, seus pés se enroscaram na barra do vestido e com um movimento, consegui capturar seu corpo.
— Boa noite! — sua voz sai suave, ela desvia seus olhos para as pessoas, talvez estivesse procurando por alguém ou apenas envergonhada.
Soltei-a assim que ela se estabilizou.
— Boa noite! — soou um pouco seco e notei seu desconforto.
— Quer beber algo? — tentei ser gentil, mas parecia que não estava funcionando por causa da minha expressão séria demais.
— Não. — ela mordeu os lábios e esfregou as mãos na cintura.
— Quero dizer, eu não bebo. — notei um leve entortar em seus lábios, seus olhos se estreitam piscando duas vezes. Ela morde a pele rosada e carnuda da boca causando reações em meu corpo.
— Eu sei quando pessoas mentem. — aproximei fazendo ela colar as nádegas no balcão.
— Por exemplo, você fica nervosa. Pisca os olhos por duas vezes e morde os lábios em seguida.
— Não estou mentindo. — piscou duas vezes de novo.
— Suponhamos que não esteja mentindo. — estou sendo um babaca. — Aceitaria dançar comigo?
Seu sorriso foi como uma carta de autorização, puxei seu corpo para o meu e começamos a nos mover conforme a música.
— O que foi? — perguntei quando percebi que ela estava tensa.
— Estou dançando com um estranho que sabe ler as pessoas. — tensionei o maxilar e ela calou-se. Fiz ela girar e depois colei seu corpo ao meu.
— Está com medo de mim? — minha voz saiu grave em seu ouvido e seu corpo tremeu em resposta.
— E deveria estar com medo? — notei desafio em seu tom de voz, continuamos a dançar.
Girei seu corpo notando que o vestido abria de forma rodada ao seu redor, ela riu surpresa com o movimento.
— Talvez. — sorri vendo ela dilatar as pupilas de forma graciosa.
— Pois eu não tenho. — reagi a sua provocação, segurando com mais firmeza sua cintura e capturando os doces lábios.
Brinquei de devorador, faminto, mordisquei, seu corpo logo amoleceu sem forças em meus braços.
— Deveria ter.

  • Pela Justiça e pela Lei, eu condeno você!
  • Sarah Camargo
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